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Nosso compromisso é proporcionar uma experiência ágil, segura e humanizada. Contamos com uma equipe especializada que oferece atendimento personalizado, acompanhamento durante toda a jornada do paciente e logística eficiente, assegurando a entrega dos medicamentos no prazo e com total conformidade.


Na ProGoods, unimos expertise, credibilidade e excelência operacional para ser a parceira ideal de pacientes, médicos, hospitais, clínicas, operadoras de saúde e escritórios de advocacia na aquisição de medicamentos nacionais e importados.

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Por Ruan Santos 24 de agosto de 2026
Por trás de cada novo medicamento capaz de transformar o tratamento de uma doença exist e uma trajetória que começa muito antes de sua chegada aos hospitais, clínicas e farmácias. São anos de pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico, avaliações regulatórias e estudos conduzidos para compreender se uma nova terapia realmente apresenta segurança e eficácia para a população à qual se destina. Os ensaios clínicos ocupam uma posição fundamental nesse processo. São eles que permitem transformar uma descoberta promissora em evidências capazes de sustentar decisões médicas e regulatórias. Para o universo dos medicamentos especiais, essa etapa ganha ainda mais relevância diante do avanço de terapias direcionadas a câncer, doenças raras, condições autoimunes e outras enfermidades de alta complexidade. O movimento acontece em um mercado farmacêutico que continua crescendo. Projeções da IQVIA indicam crescimento médio anual de aproximadamente 9% para o mercado brasileiro entre 2025 e 2029, enquanto inovação e aumento do uso de medicamentos seguem entre os principais vetores de transformação do setor global. Nesse cenário, entender a pesquisa clínica significa compreender uma das principais pontes entre inovação científica e acesso a novas possibilidades de tratamento. Antes de um novo tratamento existir, é preciso produzir evidências Uma descoberta em laboratório pode apresentar resultados promissores, mas isso não significa automaticamente que ela esteja pronta para ser utilizada na prática médica. O desenvolvimento clínico existe justamente para responder perguntas fundamentais sobre segurança, eficácia, dosagem e comportamento de uma terapia em diferentes grupos de pacientes. Esse processo ocorre progressivamente e pode envolver diferentes fases de estudos clínicos, com objetivos e populações específicos. As evidências acumuladas ao longo dessa trajetória ajudam pesquisadores, autoridades sanitárias e profissionais de saúde a avaliar a relação entre riscos e benefícios antes que determinado medicamento possa ser disponibilizado amplamente. Nos medicamentos especiais, essa discussão pode se tornar particularmente complexa. Doenças raras, determinados tipos de câncer e condições definidas por biomarcadores, por exemplo, podem envolver populações menores e necessidades clínicas muito específicas. A evolução para tratamentos mais personalizados também exige modelos de pesquisa capazes de responder a perguntas cada vez mais precisas. O Brasil está redesenhando seu ambiente de pesquisa clínica Nos últimos anos, o país passou por mudanças importantes nesse campo. A Lei nº 14.874/2024 estabeleceu um novo marco para pesquisas com seres humanos e instituiu o Sistema Nacional de Ética em Pesquisa com Seres Humanos. Em outubro de 2025, a legislação foi regulamentada pelo Decreto nº 12.651, estabelecendo regras para sua aplicação. Paralelamente, a Anvisa atualizou as regras sanitárias aplicáveis aos ensaios clínicos voltados ao registro de medicamentos. A RDC nº 945/2024 e normas complementares entraram em vigor em janeiro de 2025, incorporando mecanismos como avaliação baseada em risco e procedimentos otimizados em determinadas situações. O objetivo dessas transformações é relevante para toda a cadeia da saúde. Um ambiente regulatório eficiente precisa conciliar agilidade para o desenvolvimento científico com rigor ético, segurança dos participantes e qualidade das evidências produzidas. Para o Brasil, fortalecer esse ambiente também significa aumentar sua capacidade de participar mais ativamente do desenvolvimento global de novas terapias. Participar da pesquisa também pode aproximar o país da inovação Ensaios clínicos são frequentemente conduzidos simultaneamente em diferentes países. A decisão sobre onde realizar um estudo considera fatores como infraestrutura dos centros de pesquisa, disponibilidade de pacientes, experiência dos pesquisadores, ambiente regulatório e capacidade de execução. Ter um ecossistema competitivo nessa área pode trazer benefícios que vão além do próprio estudo. Centros de pesquisa ganham contato com protocolos e tecnologias emergentes, profissionais desenvolvem experiência com novas abordagens terapêuticas e o país fortalece sua participação na geração internacional de conhecimento. Para determinados participantes elegíveis, um ensaio também pode representar acesso a uma terapia experimental antes de sua eventual disponibilidade comercial — sempre dentro de critérios científicos, éticos e de segurança rigorosamente estabelecidos. Isso não significa que todo medicamento experimental será eficaz ou chegará ao mercado. A própria finalidade da pesquisa é produzir as evidências necessárias para descobrir quais inovações realmente entregam benefícios que justificam sua utilização. A velocidade da inovação torna essa estrutura ainda mais importante O ritmo das novas aprovações ajuda a dimensionar a transformação em curso. A Anvisa mantém uma relação contínua de novos medicamentos e novas indicações aprovadas, justamente para permitir que pacientes e profissionais acompanhem alternativas que surgem para doenças com opções terapêuticas limitadas. Em 13 de agosto de 2026, por exemplo, a Agência anunciou a aprovação do givinostate para pacientes com distrofia muscular de Duchenne a partir dos seis anos. Segundo a Anvisa, os estudos que fundamentaram a decisão demonstraram desaceleração da perda de capacidade motora em comparação ao tratamento padrão utilizado no estudo. Um mês antes, novas indicações haviam ampliado alternativas terapêuticas para condições como câncer renal e hemofilia. Cada aprovação possui uma história científica própria, mas juntas elas revelam uma tendência maior: o portfólio terapêutico disponível para doenças complexas está se tornando progressivamente mais diversificado e especializado. O desafio seguinte é transformar inovação em acesso A aprovação regulatória, entretanto, não encerra a jornada. Entre uma nova terapia demonstrar resultados clínicos e chegar efetivamente às pessoas que podem se beneficiar dela, existem outras questões importantes envolvendo incorporação, financiamento, disponibilidade, indicação médica e acesso. Esse é um dos pontos centrais para compreender o futuro dos medicamentos especiais. O setor não enfrenta apenas o desafio de desenvolver tratamentos melhores; precisa também construir caminhos sustentáveis para incorporá-los à realidade assistencial. Inovação sem acesso tem impacto limitado. Ao mesmo tempo, acesso sem evidência e segurança não representa avanço sustentável. É justamente o equilíbrio entre essas dimensões que permite transformar progresso científico em cuidado efetivo. Para hospitais, clínicas, operadoras, profissionais e empresas especializadas, acompanhar o desenvolvimento clínico e regulatório deixa de ser uma discussão restrita aos pesquisadores. Significa antecipar transformações que podem modificar protocolos, demandas terapêuticas e necessidades dos pacientes nos próximos anos. Conhecimento se torna parte da capacidade de cuidar Em um mercado no qual novas terapias, indicações e tecnologias surgem continuamente, atuar com medicamentos especiais exige uma compreensão cada vez mais ampla do ecossistema da saúde. Conhecer os produtos disponíveis continua sendo essencial, mas acompanhar pesquisa, regulamentação e tendências terapêuticas passa a fazer parte da própria capacidade de responder às necessidades do mercado. Para a ProGoods, esse olhar está conectado à especialização necessária para atuar em um segmento que evolui rapidamente. Aproximar pacientes e instituições de medicamentos especiais também exige compreender como a inovação está transformando as possibilidades de tratamento e os caminhos para acessá-las. Da bancada de pesquisa à prática clínica existe uma longa jornada. Quanto mais preparado estiver o ecossistema para produzir evidências, avaliar novas tecnologias e construir caminhos responsáveis de acesso, maior será sua capacidade de transformar descobertas científicas em benefícios concretos para a saúde. E é justamente nessa conexão entre ciência, especialização e acesso que uma parte importante do futuro dos medicamentos especiais está sendo construída.
Por Ruan Santos 24 de agosto de 2026
Por trás de cada novo medicamento capaz de transformar o tratamento de uma doença exist e uma trajetória que começa muito antes de sua chegada aos hospitais, clínicas e farmácias. São anos de pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico, avaliações regulatórias e estudos conduzidos para compreender se uma nova terapia realmente apresenta segurança e eficácia para a população à qual se destina. Os ensaios clínicos ocupam uma posição fundamental nesse processo. São eles que permitem transformar uma descoberta promissora em evidências capazes de sustentar decisões médicas e regulatórias. Para o universo dos medicamentos especiais, essa etapa ganha ainda mais relevância diante do avanço de terapias direcionadas a câncer, doenças raras, condições autoimunes e outras enfermidades de alta complexidade. O movimento acontece em um mercado farmacêutico que continua crescendo. Projeções da IQVIA indicam crescimento médio anual de aproximadamente 9% para o mercado brasileiro entre 2025 e 2029, enquanto inovação e aumento do uso de medicamentos seguem entre os principais vetores de transformação do setor global. Nesse cenário, entender a pesquisa clínica significa compreender uma das principais pontes entre inovação científica e acesso a novas possibilidades de tratamento. Antes de um novo tratamento existir, é preciso produzir evidências Uma descoberta em laboratório pode apresentar resultados promissores, mas isso não significa automaticamente que ela esteja pronta para ser utilizada na prática médica. O desenvolvimento clínico existe justamente para responder perguntas fundamentais sobre segurança, eficácia, dosagem e comportamento de uma terapia em diferentes grupos de pacientes. Esse processo ocorre progressivamente e pode envolver diferentes fases de estudos clínicos, com objetivos e populações específicos. As evidências acumuladas ao longo dessa trajetória ajudam pesquisadores, autoridades sanitárias e profissionais de saúde a avaliar a relação entre riscos e benefícios antes que determinado medicamento possa ser disponibilizado amplamente. Nos medicamentos especiais, essa discussão pode se tornar particularmente complexa. Doenças raras, determinados tipos de câncer e condições definidas por biomarcadores, por exemplo, podem envolver populações menores e necessidades clínicas muito específicas. A evolução para tratamentos mais personalizados também exige modelos de pesquisa capazes de responder a perguntas cada vez mais precisas. O Brasil está redesenhando seu ambiente de pesquisa clínica Nos últimos anos, o país passou por mudanças importantes nesse campo. A Lei nº 14.874/2024 estabeleceu um novo marco para pesquisas com seres humanos e instituiu o Sistema Nacional de Ética em Pesquisa com Seres Humanos. Em outubro de 2025, a legislação foi regulamentada pelo Decreto nº 12.651, estabelecendo regras para sua aplicação. Paralelamente, a Anvisa atualizou as regras sanitárias aplicáveis aos ensaios clínicos voltados ao registro de medicamentos. A RDC nº 945/2024 e normas complementares entraram em vigor em janeiro de 2025, incorporando mecanismos como avaliação baseada em risco e procedimentos otimizados em determinadas situações. O objetivo dessas transformações é relevante para toda a cadeia da saúde. Um ambiente regulatório eficiente precisa conciliar agilidade para o desenvolvimento científico com rigor ético, segurança dos participantes e qualidade das evidências produzidas. Para o Brasil, fortalecer esse ambiente também significa aumentar sua capacidade de participar mais ativamente do desenvolvimento global de novas terapias. Participar da pesquisa também pode aproximar o país da inovação Ensaios clínicos são frequentemente conduzidos simultaneamente em diferentes países. A decisão sobre onde realizar um estudo considera fatores como infraestrutura dos centros de pesquisa, disponibilidade de pacientes, experiência dos pesquisadores, ambiente regulatório e capacidade de execução. Ter um ecossistema competitivo nessa área pode trazer benefícios que vão além do próprio estudo. Centros de pesquisa ganham contato com protocolos e tecnologias emergentes, profissionais desenvolvem experiência com novas abordagens terapêuticas e o país fortalece sua participação na geração internacional de conhecimento. Para determinados participantes elegíveis, um ensaio também pode representar acesso a uma terapia experimental antes de sua eventual disponibilidade comercial — sempre dentro de critérios científicos, éticos e de segurança rigorosamente estabelecidos. Isso não significa que todo medicamento experimental será eficaz ou chegará ao mercado. A própria finalidade da pesquisa é produzir as evidências necessárias para descobrir quais inovações realmente entregam benefícios que justificam sua utilização. A velocidade da inovação torna essa estrutura ainda mais importante O ritmo das novas aprovações ajuda a dimensionar a transformação em curso. A Anvisa mantém uma relação contínua de novos medicamentos e novas indicações aprovadas, justamente para permitir que pacientes e profissionais acompanhem alternativas que surgem para doenças com opções terapêuticas limitadas. Em 13 de agosto de 2026, por exemplo, a Agência anunciou a aprovação do givinostate para pacientes com distrofia muscular de Duchenne a partir dos seis anos. Segundo a Anvisa, os estudos que fundamentaram a decisão demonstraram desaceleração da perda de capacidade motora em comparação ao tratamento padrão utilizado no estudo. Um mês antes, novas indicações haviam ampliado alternativas terapêuticas para condições como câncer renal e hemofilia. Cada aprovação possui uma história científica própria, mas juntas elas revelam uma tendência maior: o portfólio terapêutico disponível para doenças complexas está se tornando progressivamente mais diversificado e especializado. O desafio seguinte é transformar inovação em acesso A aprovação regulatória, entretanto, não encerra a jornada. Entre uma nova terapia demonstrar resultados clínicos e chegar efetivamente às pessoas que podem se beneficiar dela, existem outras questões importantes envolvendo incorporação, financiamento, disponibilidade, indicação médica e acesso. Esse é um dos pontos centrais para compreender o futuro dos medicamentos especiais. O setor não enfrenta apenas o desafio de desenvolver tratamentos melhores; precisa também construir caminhos sustentáveis para incorporá-los à realidade assistencial. Inovação sem acesso tem impacto limitado. Ao mesmo tempo, acesso sem evidência e segurança não representa avanço sustentável. É justamente o equilíbrio entre essas dimensões que permite transformar progresso científico em cuidado efetivo. Para hospitais, clínicas, operadoras, profissionais e empresas especializadas, acompanhar o desenvolvimento clínico e regulatório deixa de ser uma discussão restrita aos pesquisadores. Significa antecipar transformações que podem modificar protocolos, demandas terapêuticas e necessidades dos pacientes nos próximos anos. Conhecimento se torna parte da capacidade de cuidar Em um mercado no qual novas terapias, indicações e tecnologias surgem continuamente, atuar com medicamentos especiais exige uma compreensão cada vez mais ampla do ecossistema da saúde. Conhecer os produtos disponíveis continua sendo essencial, mas acompanhar pesquisa, regulamentação e tendências terapêuticas passa a fazer parte da própria capacidade de responder às necessidades do mercado. Para a ProGoods, esse olhar está conectado à especialização necessária para atuar em um segmento que evolui rapidamente. Aproximar pacientes e instituições de medicamentos especiais também exige compreender como a inovação está transformando as possibilidades de tratamento e os caminhos para acessá-las. Da bancada de pesquisa à prática clínica existe uma longa jornada. Quanto mais preparado estiver o ecossistema para produzir evidências, avaliar novas tecnologias e construir caminhos responsáveis de acesso, maior será sua capacidade de transformar descobertas científicas em benefícios concretos para a saúde. E é justamente nessa conexão entre ciência, especialização e acesso que uma parte importante do futuro dos medicamentos especiais está sendo construída.
Por Ruan Santos 17 de agosto de 2026
A velocidade da inovação farmacêutica está ampliando as possibilidades de tratamento para doenças que, até poucos anos atrás, contavam com alternativas terapêuticas limitadas. Medicamentos biológicos, imunoterapias, terapias-alvo e outras soluções de alta complexidade vêm transformando áreas como oncologia, imunologia, hematologia e doenças raras, oferecendo novas perspectivas para pacientes e profissionais de saúde. Ao mesmo tempo, essa evolução traz uma questão que se torna cada vez mais estratégica para todo o setor: como incorporar tratamentos inovadores e ampliar o acesso sem comprometer a sustentabilidade dos sistemas de saúde? No Brasil, essa discussão ganha especial relevância na saúde suplementar. Dados divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) mostram que os gastos com medicamentos representaram 10,2% das despesas médico-hospitalares do setor em 2024 e cresceram 40% em relação a 2019. O mesmo levantamento aponta que os medicamentos corresponderam a 81% das novas coberturas obrigatórias incorporadas aos planos, com crescimento particularmente relevante dos tratamentos oncológicos. Os números revelam uma transformação importante: o medicamento deixou de ocupar uma posição complementar na discussão sobre custos assistenciais e passou a estar no centro das decisões sobre acesso, inovação e sustentabilidade. A inovação está transformando a jornada terapêutica O aumento da participação dos medicamentos nas despesas assistenciais não pode ser analisado apenas pela perspectiva de custos. Por trás dessa evolução existe uma mudança significativa no perfil dos tratamentos disponíveis e na própria forma como diversas doenças são abordadas. Em julho de 2026, por exemplo, a Anvisa divulgou novas indicações envolvendo medicamentos para câncer renal, hemofilia, linfoma, lúpus e esclerose múltipla. Em meses anteriores, outras aprovações contemplaram câncer de mama, câncer de bexiga, miastenia gravis, angioedema hereditário e até uma terapia destinada a retardar a progressão do diabetes tipo 1 em determinados pacientes. Esse cenário demonstra como o conceito de medicamento de alta complexidade está cada vez mais associado à inovação terapêutica e à personalização do cuidado. Em muitos casos, não estamos simplesmente falando de substituir um tratamento antigo por um produto mais novo, mas de criar possibilidades clínicas que anteriormente não existiam para determinados grupos de pacientes. Para hospitais, clínicas, operadoras e demais participantes do ecossistema de saúde, acompanhar essa evolução deixa de ser apenas uma questão técnica. Torna-se também uma necessidade estratégica. Quando mais inovação também significa maior pressão sobre os custos O desenvolvimento de terapias inovadoras envolve anos de pesquisa, estudos clínicos, tecnologias sofisticadas e processos regulatórios rigorosos. Consequentemente, muitos desses medicamentos chegam ao mercado com valores elevados, principalmente quando destinados a populações reduzidas ou desenvolvidos por meio de plataformas biotecnológicas complexas. É justamente nesse ponto que surge um dos grandes dilemas da saúde contemporânea. O sistema precisa encontrar maneiras de incorporar inovação sem transformar o avanço científico em uma fonte crescente de desigualdade no acesso ao tratamento. Para as fontes pagadoras, a questão também envolve previsibilidade. Uma terapia de alto custo pode representar um impacto financeiro significativo mesmo quando destinada a um pequeno número de beneficiários. À medida que mais tratamentos dessa natureza chegam ao mercado, modelos tradicionais de financiamento passam a ser pressionados. Isso explica por que sustentabilidade e acesso não devem ser tratados como objetivos opostos. Na realidade, construir modelos economicamente sustentáveis é justamente uma das condições necessárias para ampliar o acesso à inovação no longo prazo. Novos modelos começam a entrar nessa discussão A busca por alternativas já está acontecendo no Brasil. Em 2026, a ANS vem discutindo possibilidades para ampliar o acesso a medicamentos de alto custo na saúde suplementar, incluindo instrumentos que possam facilitar a incorporação dessas tecnologias ao Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde. Entre as alternativas discutidas estão os chamados acordos de compartilhamento de risco, modelos nos quais diferentes agentes podem dividir parte da incerteza financeira ou clínica relacionada à incorporação de determinada terapia. Dependendo do desenho adotado, fatores como resultados obtidos, população atendida e condições negociadas podem participar dessa equação. Esses modelos não representam uma solução universal e exigem critérios técnicos, transparência, acompanhamento de resultados e segurança regulatória. Ainda assim, sua discussão demonstra uma mudança importante na forma como o setor encara os medicamentos de alta complexidade: diante de terapias cada vez mais sofisticadas, novas formas de acesso e financiamento também precisam ser consideradas. O valor de um tratamento não pode ser analisado apenas pelo preço Outra transformação importante está na maneira de avaliar o impacto econômico das novas terapias. O preço de aquisição de um medicamento é uma variável fundamental, mas não necessariamente representa todo o seu impacto sobre a jornada assistencial. Um tratamento capaz de controlar melhor determinada condição pode, dependendo do caso e das evidências disponíveis, influenciar necessidade de internações, procedimentos, acompanhamento e outras etapas do cuidado. Da mesma forma, uma terapia mais direcionada pode beneficiar grupos específicos de pacientes de maneira diferente de uma abordagem convencional. Por isso, cresce a importância de conceitos como avaliação de tecnologias em saúde e geração de evidências no mundo real, que permitem analisar não apenas quanto determinado tratamento custa, mas quais resultados efetivamente entrega dentro da prática assistencial. Essa visão é especialmente relevante em um ambiente no qual decisões precisam conciliar interesses de pacientes, profissionais, instituições, operadoras e indústria farmacêutica. Mais alternativas também podem contribuir para a sustentabilidade A inovação não ocorre apenas pela chegada de medicamentos inéditos. O crescimento dos biossimilares, tema que abordamos recentemente, demonstra como o amadurecimento de determinadas classes terapêuticas também pode estimular concorrência e criar novas possibilidades para pacientes e instituições. Em junho de 2026, a Anvisa atualizou seu entendimento sobre intercambialidade de biossimilares, consolidando evidências segundo as quais a alternância entre um biossimilar e seu biológico comparador não altera de maneira clinicamente significativa os perfis de segurança, eficácia e imunogenicidade quando respeitadas as condições aprovadas pela Agência. A evolução regulatória e o aumento da disponibilidade dessas alternativas mostram que sustentabilidade não depende necessariamente de limitar a inovação. Em determinados cenários, ela também pode ser construída ampliando opções, estimulando concorrência e utilizando evidências para tomar decisões mais eficientes. Para as empresas do setor, conhecimento passa a ser um diferencial estratégico Em um mercado com medicamentos cada vez mais especializados, compreender apenas o produto já não é suficiente. Hospitais, clínicas, operadoras, profissionais e empresas que atuam com medicamentos especiais precisam acompanhar simultaneamente evolução científica, cenário regulatório, novas indicações terapêuticas e transformações nos modelos de acesso. É nesse ambiente que a especialização ganha ainda mais importância. Conectar conhecimento sobre medicamentos de alta complexidade às necessidades reais de pacientes e instituições torna-se parte fundamental de uma cadeia de saúde mais eficiente e preparada para incorporar inovação. Para a ProGoods, acompanhar essas transformações faz parte de uma atuação que vai além da disponibilização de medicamentos especiais. Significa compreender um mercado em constante evolução e contribuir para aproximar tratamentos de alta complexidade das instituições e pessoas que deles necessitam. O futuro exigirá novas formas de pensar o acesso Os próximos anos devem aprofundar uma discussão que já está acontecendo: como aproveitar todo o potencial da inovação farmacêutica sem tornar sua incorporação incompatível com a capacidade financeira dos sistemas de saúde. Não existe uma resposta única. Maior concorrência, biossimilares, avaliação de tecnologias, negociação baseada em evidências, compartilhamento de risco e novos modelos de acesso provavelmente farão parte de uma combinação de estratégias necessárias para enfrentar esse desafio. O que já parece claro é que inovação, acesso e sustentabilidade precisarão avançar juntos. Desenvolver tratamentos capazes de transformar a vida dos pacientes é uma conquista extraordinária da ciência; construir caminhos para que essas terapias possam efetivamente chegar a quem precisa será um dos grandes desafios do setor de saúde.  E, em um mercado cada vez mais complexo, informação, especialização e capacidade de adaptação serão tão importantes quanto a própria inovação.
Por Ruan Santos 3 de agosto de 2026
A violência contra a mulher ultrapassa os limites de uma questão social ou de segurança pública. Suas consequências podem acompanhar as vítimas por anos, afetando a saúde física, emocional e mental, além de interferirem nas relações familiares, profissionais e sociais. Por isso, falar sobre prevenção, acolhimento e enfrentamento à violência também significa falar sobre promoção da saúde e proteção da vida . É nesse contexto que o Agosto Lilás mobiliza a sociedade brasileira para ampliar a conscientização e fortalecer o enfrentamento às diferentes formas de violência contra a mulher. A campanha está diretamente relacionada à Lei Maria da Penha, sancionada em 7 de agosto de 2006 e que, em 2026, completa 20 anos como um dos principais instrumentos legais brasileiros de proteção às mulheres em situação de violência. Duas décadas depois, entretanto, os indicadores mostram que o tema continua exigindo atenção permanente de toda a sociedade. Reconhecer os sinais, conhecer as diferentes formas de violência e fortalecer as redes de acolhimento são partes fundamentais desse enfrentamento . Violência contra a mulher também produz impactos sobre a saúde As consequências da violência podem assumir diferentes formas. Além das lesões físicas imediatamente associadas às agressões, mulheres submetidas à violência podem apresentar impactos de longo prazo sobre sua saúde, incluindo consequências psicológicas e emocionais que demandam acompanhamento profissional. A Organização Mundial da Saúde reconhece a violência contra as mulheres como um importante problema de saúde pública e uma violação dos direitos humanos. Estimativas globais divulgadas pela organização indicam que cerca de uma em cada três mulheres já sofreu violência física e/ou sexual ao longo da vida , principalmente praticada por parceiro íntimo. Isso demonstra por que o enfrentamento não pode ficar restrito ao momento da agressão. O cuidado precisa considerar também as consequências posteriores, o acesso aos serviços de saúde e assistência e a existência de ambientes preparados para acolher a mulher sem julgamentos ou revitimização. A violência nem sempre deixa marcas visíveis Um dos pontos essenciais do Agosto Lilás é ampliar o entendimento sobre aquilo que caracteriza violência. A Lei Maria da Penha reconhece cinco formas: física, psicológica, sexual, patrimonial e moral . Isso significa que uma relação abusiva não precisa envolver agressões físicas para representar uma situação de violência. Humilhações recorrentes, ameaças, isolamento de familiares e amigos, controle excessivo, constrangimentos, retenção ou destruição de bens e recursos financeiros e situações de coerção sexual são alguns dos comportamentos que podem fazer parte desse contexto. Compreender essas diferentes manifestações é importante porque determinadas situações podem ser normalizadas ou permanecer invisíveis durante muito tempo. Informação também é uma ferramenta de proteção , pois ajuda mulheres e pessoas próximas a reconhecerem comportamentos abusivos e buscarem apoio. O acolhimento pode fazer diferença na jornada de uma vítima Profissionais e instituições de saúde podem ocupar uma posição particularmente importante na identificação e no acolhimento de mulheres em situação de violência. Em determinadas circunstâncias, uma consulta, atendimento emergencial ou acompanhamento de saúde pode representar um dos poucos momentos em que a vítima está em contato com alguém fora do ambiente onde a violência acontece. Isso exige preparo para identificar possíveis sinais e, sobretudo, oferecer um atendimento humanizado. Escuta qualificada, respeito à autonomia, confidencialidade dentro dos limites aplicáveis e encaminhamento adequado para a rede de proteção podem contribuir para que uma mulher encontre caminhos seguros para buscar ajuda. Acolher não significa apenas tratar uma consequência física. Significa enxergar a pessoa por trás daquela condição e compreender que saúde também envolve segurança, dignidade e possibilidade de viver sem violência . Empresas e organizações também fazem parte dessa rede A responsabilidade pelo enfrentamento da violência contra a mulher não pertence exclusivamente aos serviços públicos ou às instituições de saúde. Empresas e organizações também podem contribuir para criar ambientes nos quais informação, respeito e acolhimento façam parte da cultura cotidiana. O ambiente profissional, por exemplo, pode ser um importante espaço de contato e apoio para mulheres que enfrentam situações de violência fora dele. Políticas internas claras, capacitação das lideranças, canais de acolhimento e divulgação responsável das redes de proteção ajudam a construir organizações mais preparadas para lidar com situações delicadas. Essa perspectiva amplia o conceito de cuidado. Promover saúde também significa construir ambientes nos quais as pessoas possam encontrar informação, respeito e suporte quando enfrentam situações que ameaçam seu bem-estar e sua integridade . Vinte anos da Lei Maria da Penha: avanços que não encerram o desafio Em 7 de agosto de 2026, a Lei Maria da Penha completa duas décadas. Sua criação representou um marco na legislação brasileira ao estabelecer mecanismos específicos para prevenir e enfrentar a violência doméstica e familiar contra a mulher. O aniversário de 20 anos oferece uma oportunidade para reconhecer os avanços construídos desde 2006, mas principalmente para refletir sobre os desafios que permanecem. A existência de instrumentos legais é fundamental, porém o enfrentamento da violência também depende de informação, prevenção, aplicação efetiva das políticas de proteção e capacidade de acolhimento. Por isso, o Agosto Lilás não deve ser compreendido apenas como uma campanha de calendário. É um período para ampliar uma conversa que precisa continuar durante todos os meses do ano. Informação, cuidado e respeito também protegem vidas Para quem atua no ecossistema da saúde, falar sobre violência contra a mulher significa reconhecer que o cuidado não começa nem termina em um medicamento, procedimento ou consulta. A saúde é construída também pelas condições em que cada pessoa consegue viver, trabalhar, estabelecer relações e exercer seus direitos com segurança e dignidade. Na ProGoods, acreditamos que colocar as pessoas no centro do cuidado também passa por apoiar a circulação de informação responsável sobre temas que impactam diretamente sua saúde e qualidade de vida. Neste Agosto Lilás, reforçamos a importância de uma sociedade que saiba reconhecer a violência, acolher sem julgamentos e fortalecer os caminhos de proteção às mulheres . Porque enfrentar a violência contra a mulher é responsabilidade de todos — e proteger sua saúde, segurança e dignidade é parte indispensável dessa transformação.

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Depoimentos  de clientes


Roniel Coelho

Cliente ProGoods Assessoria

Quero deixar minha experiência com a ProGoods, uma empresa muito séria, e com pessoas dedicadas a lhe atender, agradeço pelo comprometimento de todos os profissionais, que passaram muita confiança, e também buscou o melhor preço comparado com a concorrência.

Marina Telles

Cliente ProGoods Assessoria

Precisei de uma medicação com uma super urgência e a ProGoods foi fantástica!
Além do preço ser super bom em relação a outras fontes,
a rapidez para o envio e a negociação foram maravilhosas!
Só tenho a agradecer à equipe!

Raquel Smaniotto

Cliente ProGoods Assessoria

A minha experiência com a ProGoods foi a melhor possível, o preço super em conta, atendimento nota 10.

Medicamento chega sempre super rápido, sem contar o pós venda que também é de primeira!